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Home Destaque

Opinião – Dez milhões à beira do abismo

by Redação
10/03/2026
in Destaque, Opinião
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O “Golpe Democrático”
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Luiz Carlos Bordoni

O Brasil tem hoje cerca de 10 milhões de pessoas vivendo em áreas de risco.
O maior estudo já feito sobre o tema identificou 8,2 milhões de brasileiros em
situação de vulnerabilidade extrema — número equivalente à soma das populações de Belo Horizonte, Fortaleza e Salvador. Mais da metade está no Sudeste. Não são números. São vidas à beira do barranco.

O problema não é novo. É estrutural. Entre 1985 e 2021, as moradias em áreas de risco triplicaram. Isso não aconteceu por escolha dos moradores. A ocupação dessas áreas não é aventura urbana. É desespero social.

Quem mora na encosta ou na beira do córrego não o faz por vontade — faz
por falta de alternativa. A ausência histórica de políticas habitacionais estruturantes empurrou milhões para terrenos instáveis, sem saneamento,sem drenagem, sem contenção.

A política é reativa — e isso custa vidas. O Estado brasileiro costuma agir depois da tragédia. Envia ajuda humanitária, decreta emergência, distribui colchões. Mas onde estão as políticas permanentes?

Faltam planejamento urbano preventivo; defesas civis estruturadas;programas habitacionais contínuos; regularização fundiária responsável;prioridade orçamentária real.

Tirem todos de lá! — O brado é comum e vem de todos. Não é simples. A
remoção coercitiva, quando há risco iminente de morte, é juridicamente
possível. Mas é medida extrema e não pode substituir política pública.Remover não é resolver.

Está explícito: a desigualdade tem CEP. A maioria das pessoas em áreas de
risco é de baixa renda, negra ou indígena. O mapa da vulnerabilidadecoincide com o mapa da desigualdade histórica e, quando chove, não é só aágua que desce — desce a omissão acumulada.

Falta vontade política? Especialistas falam em déficit habitacional agravado e
na ausência de políticas de Estado. Não de governo. De Estado. Moradia digna não pode ser bandeira eleitoral de quatro anos. Precisa sercompromisso permanente.

O Brasil precisa decidir: vai continuar contabilizando mortos a cada verão ou
vai investir na prevenção?
Caminhos existem: participação comunitária no mapeamento de risco;
requalificação urbana; habitação de interesse social com prioridade real para
quem vive sob ameaça; fortalecimento técnico das Defesas Civis municipais;
planejamento urbano que respeite a vida antes do metro quadrado.
Resumindo: o que falta não é diagnóstico. É decisão.

Não há país desenvolvido que tolere milhões vivendo à margem dedeslizamentos e enchentes. Moradia segura é direito constitucional. Vidaprotegida é dever do Estado. Enquanto dez milhões dormem com medo dapróxima chuva, a República está incompleta. E o problema não é climático. É
político.

Tags: BordoniVivendoVulnerabilidade
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