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Home Cultura

Bossa nova do interior: a trilogia musical de Fernando Marques Alves e Zeca Pontes

by Jair Viana
15/03/2026
in Cultura, Destaque
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Bossa nova do interior: a trilogia musical de Fernando Marques Alves e Zeca Pontes
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Dois amantes da boa música, Fernando Marques (foto 1) e José Carlos Pontes (foto 2), separados por 84 quilômetros, estão unidos para preservar os ritmos que, desde os anos 50, fazem o brasileiro sacudir o esqueleto. Bossa nova, samba, tango…

Num tempo em que a bossa nova atravessa gerações e se consolida como uma das exportações culturais mais sofisticadas do Brasil, dois músicos do interior paulista apostam na força desse legado para criar um trabalho ambicioso. O compositor Fernando Marques Alves, de São José do Rio Preto, e o letrista José Carlos Pontes, o Zeca Pontes, de Votuporanga, apresentam uma obra que mistura memória, reflexão e humor cotidiano: a trilogia formada pelos álbuns Mundo Imaginário, Crônicas da Mudernagem e Vida Presente.
Em um cenário musical global em que a bossa nova é tratada quase como um gênero “atemporal” — frequentemente associado à sofisticação, ao jazz e à chamada mood music — o projeto da dupla surge como um diálogo entre tradição e presente. Mesmo longe dos grandes centros da indústria fonográfica, os dois músicos apostam na vitalidade do gênero que, quase sete décadas após seu surgimento, continua influenciando artistas e conquistando novas gerações nas plataformas digitais.

O começo de tudo

Pra começar a falar de bossa nova, “O Começo” deste trabalho de Fernando Marques Alves e Zeca Pontes está do jeito que o bicho gosta. Logo em seguida vem “Pra Começar”, uma espécie de convite ao ouvinte para entrar no universo musical da dupla.Mas toda história musical também olha para trás. “Lá no Passado” parece revisitar memórias, enquanto “Pra Lá de Bom” surge como uma homenagem à arte e aos grandes criadores — músicos, pintores ou até craques de futebol que transformaram talento em cultura popular.
Nesse percurso, a trilogia revela sua essência: observar a vida com lirismo, ironia e contemplação.

Bossa nova do interior
Se há uma marca clara no projeto, é o respeito à tradição da bossa nova. Em “É Bossa, é bossa, é bossa”, a dupla assume de vez sua filiação estética ao gênero que revolucionou a música brasileira nos anos 1950.

Mesmo assim, o trabalho não se limita à reverência histórica. “Divergências” traz à tona um tema contemporâneo: as tensões políticas e ideológicas que atravessam amizades e famílias no Brasil atual. Já “A Vida” surge como reflexão existencial, enquanto “Hoje é domingo, pede cachimbo” e “Tá como o bicho gosta” apostam no humor popular e na observação das pequenas contradições do cotidiano brasileiro.

Crônicas de um mundo em transformação
A segunda metade do repertório ganha tons mais críticos e filosóficos.
Em “Os Zumbis”, a metáfora social parece dialogar com o comportamento coletivo e a alienação contemporânea.
Já “Cadê o Mundo” surge quase minimalista, evocando a sensação de que algo essencial está se perdendo no caminho da modernidade.Por fim, “O Fim” fecha o ciclo da trilogia como quem encerra um capítulo da vida — ou abre outro.

Trilogia da vida
O projeto nasceu quase por acaso. A dupla começou compondo algumas músicas, mas logo percebeu que havia material para algo maior.
A ideia evoluiu para três discos interligados:
Crônicas da Mudernagem – um olhar crítico sobre o presente.Mundo Imaginário – o espaço da criação e da fantasia.Vida Presente – a síntese do que somos agora.

A trilogia, nas palavras dos próprios autores, acabou se tornando uma espécie de narrativa musical sobre passado, presente e futuro.E tudo isso surgiu no interior paulista, longe das capitais musicais tradicionais.

Fala, Fernando Marques Alves

1. Sobre “O Começo” e “Lá no Passado”: Como foi o encontro musical entre você e o Zeca? Existe um causo ou uma melodia específica que simbolize o início dessa parceria?

Eu e o Zeca Pontes fizemos, despretensiosamente, duas músicas há muitos anos. Uma bossa chamada Pra Lá de Bom e um tango hilário chamado Não adianta me ligar, que ainda não está em nenhum disco. Depois disso fizemos documentários juntos, mas nada de música. Até que em setembro do ano passado comecei a compor novamente e convidei o Zeca para escrever as letras. Uma, duas, três músicas… quando vimos já tínhamos 36 prontas. Foi daí que surgiu a ideia da trilogia.

2. Sua levada de violão dialoga com a batida de João Gilberto. Que outros elementos você inseriu para que a música tivesse a identidade de vocês?

Meu violão sempre foi muito joãogilbertiano. Eu amo essa estética, essa dissonância. Mas meus arranjos também vêm da música erudita. Eu já compus três suítes orquestrais: Sinfonia Rio-pretense, A Lenda do Pássaro Azul e Suíte Orquestral As Missões. Essa experiência acaba influenciando os arranjos.

3. Existe pressão para fazer uma bossa nova “autêntica” ou inovar?

A música É Bossa, é Bossa, é Bossa nasceu da ideia do Zeca de misturar passado e presente. Eu contesto quando dizem que a bossa nova é velha. Ela não é velha. É eterna. Basta abrir o Spotify que você vê novos compositores fazendo novas bossas. Só não vê quem não quer.

4. Como foi produzir esse trabalho com tecnologia digital?

A produção digital chegou para ficar. Inclusive usamos recursos de inteligência artificial. A tecnologia hoje aproxima o músico do estúdio. Mas uma coisa continua sendo essencial: a coerência entre música e letra. Se a música é boa, ela funciona em qualquer formato.

5. Como é produzir bossa nova no interior paulista hoje?

Cadê o Mundo talvez seja a música mais minimalista do disco: violão conduzindo, rabeca preenchendo e a voz relatando coisas que estamos perdendo do mundo.

Agora é com Zeca Pontes

1. Sobre “Pra Começar” e “Pra Lá de Bom”: de onde vem a inspiração para suas letras?

A vida é isso mesmo. A gente nasce, cresce, tem filhos e segue o caminho da vida. Não adianta brigar contra isso. Pra Começar fala muito dessa reflexão. Já Pra Lá de Bom foi uma sugestão do Fernando. A ideia era homenagear artistas — músicos, pintores ou até jogadores de futebol. Para mim, o futebol também é arte.

2. Em “Divergências”, existe um diálogo político?

Sim. É algo que aconteceu com muitas pessoas. Amigos que se afastaram por causa da polarização política. A música é a fala de um amigo de esquerda para outro que se tornou ultradireitista. Antes essas diferenças não apareciam tanto. Hoje estão escancaradas.

3. As músicas “Hoje é domingo, pede cachimbo” e “Tá como o bicho gosta” têm humor popular. Como surgiu essa mistura com a bossa nova?

É uma maneira leve de falar das contradições da vida. O título “Hoje é domingo, pede cachimbo” é uma frase conhecida. Já “Tá como o bicho gosta” brinca com figuras do nosso folclore e com situações do cotidiano, como a presença de animais nas cidades ou as histórias confusas do jogo do bicho e das apostas.

4. O projeto representa o fim de um ciclo ou a tentativa de manter a bossa viva?

Nós não pensamos em fazer algo comercial. Queremos fazer a música que gostamos, bebendo na fonte dos grandes mestres que ouvimos desde jovens. A trilogia nasceu naturalmente. Primeiro seria um disco. Depois percebemos que havia uma ligação entre muitas músicas e decidimos expandir.

5. O que o Fernando traz para a parceria?

O Fernando tem uma qualidade musical enorme e conhece profundamente música. Ele tem uma crítica muito forte e isso faz a poesia ganhar mais força.

*A bossa continua*
Ao final, o projeto de Fernando Marques Alves e Zeca Pontes reafirma algo que muitos mestres da música brasileira já disseram: a bossa nova não é apenas um capítulo da história musical do país.
Ela é uma base.
Ou, como diria Caetano Veloso em sua famosa frase sobre o gênero:
“A bossa nova é foda.”
E, pelo visto, continua inspirando novas histórias — até mesmo no interior paulista.

Um som que inspira a luta contra a conspiração…

Tags: Bossa NovaDivergênciasFernando MarquesO ComeçoPra lá de BomZeca Pontes
Jair Viana

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