
É um escárnio nacional que o Congresso cogite bancar uma comissão oficial aos Estados Unidos para proteger foragidos da Justiça brasileira – criminosos que, ao invés de pagarem por seus delitos, debocham das leis e incitam ataques contra o próprio Brasil. Enquanto isso, o mesmo Senador Jorge Seif (PL-SC) e seus aliados fazem coro contra o auxílio-reclusão, mas não veem problema em rasgar dinheiro público para blindar quem deveria estar algemado e extraditado. Não há defesa de direitos que justifique tamanha desfaçatez: é combustível para a impunidade e um tapa na cara de cada contribuinte.
Onde está o Ministério Público Federal? Calado e inerte diante dessa farra que já expõe o país ao ridículo internacional. É obrigação do MPF mover todas as ações cabíveis para impedir o desvio de finalidade de recursos públicos e exigir, com urgência, a prisão e extradição desses foragidos – não importa quantas assessorias ou lobbies tentem blindá-los. A omissão do MPF, neste caso, é cumplicidade com o deboche dos criminosos e com as incitações contra as instituições brasileiras.
Basta de usar o dinheiro do povo para proteger quem foge da lei e ataca o país. Querem criticar o auxílio-reclusão? Façam-no, mas com coerência: cortem primeiro a mamata que financia passagens e diárias para parlamentares servirem de escudeiros de bandidos. O MPF precisa agir já, ou estará financiando, com o silêncio, a maior vergonha da política nacional. Prender e extraditar – eis a única missão justa. O resto é esculacho.



