
O clima esquentou na Prefeitura de Mirassol, na segunda-feira,25.Uma briga com socos, tapas e xingamentos chamou a atenção. Os envolvidos são o chefe de gabinete do prefeito, o vice-prefeito e um vereador.
Mirassol, no interior de São Paulo, foi palco de um verdadeiro circo de horrores na manhã desta segunda-feira (25)! Uma briga digna de filme de ação, envolvendo nada menos que um vereador, o vice-prefeito e o chefe de gabinete, transformou a prefeitura em um ringue de lutas e escancarou a guerra interna que devora o poder público da cidade. O que se viu foi um festival de agressões, versões completamente opostas e um clima de selva política!
A confusão, que já vinha fervendo desde um jogo de futebol no sábado (23), finalmente explodiu. Segundo o relato do vereador Edson Luiz Scochi (Podemos), de 65 anos, o sangue-frio do vice-prefeito, João Roberto Blauth Feres (MDB), o Beto Feres, simplesmente evaporou. Durante a tentativa de uma conversa para apaziguar os ânimos, o parlamentar afirma ter sido brutalmente recebido a socos, levando um golpe direto no olho direito.
“São exatamente meio-dia e quinze. Estou aqui na frente da delegacia”, desabafou Edson Branco, como é conhecido, mostrando a marca da violência em seu rosto. “Tocamos três vezes na porta. O vice-prefeito abriu. Quando nós entramos na sala… ele partiu para a agressão!”. A vítima ainda teve a coragem de ligar o episódio à sua “incômoda” atuação fiscalizadora: “Isso é o preço que eu pago para fazer a fiscalização que eu tô fazendo”.
Mas o que seria um simples relato de agressão se transforma em um verdadeiro “quem comeu quem?” O vice-prefeito, longe de aceitar as acusações calado, contrapôs com uma versão de revirar os olhos. Em suas redes sociais, Beto Feres filmou os estragos em seu gabinete, mostrando com veemência a porta arrombada, com a “marca do pé” do invasor. “Eu tive a surpresa do Edson Branco arrombando a minha porta”, disparou Feres, que também exibiu um hematoma na boca.
De acordo com o vice, ele foi covardemente emboscado dentro de sua própria sala. Ao se levantar para abrir a porta, foi surpreendido com a invasão e a violência: “O Renato [chefe de gabinete e filho do vereador] me segurou e o Edson Branco começou a me socar. Eu consegui me desvencilhar para poder me defender”. Ou seja, em vez de agressor, Feres se diz a vítima que só revidou. A confusão, que já expõe a podridão nos bastidores do poder, tomou proporções ainda mais graves. A Polícia Científica foi chamada para periciar a porta do gabinete, e a recomendação é clara: as digitais e as marcas de pé não mentem.
Enquanto os três protagonistas desse triste espetáculo trocam farpas e acusações, a Prefeitura de Mirassol, pressionada, limitou-se a soltar uma nota pálida e burocrática. Em um comunicado sem alma, o poder executivo informou que “repudia qualquer forma de violência” e que as versões dos “brigões” foram registradas em boletins de ocorrência. Uma resposta que cheira a covardia institucional diante de um fato que envergonha a política local.
E a população de Mirassol, que paga os salários desses “representantes”, fica com a sensação de que, enquanto a cidade precisa de trabalho e soluções, a prefeitura virou palco de um verdadeiro “BBB” da política, onde a falta de respeito e a selvageria tomaram conta. A briga entre o vereador, o vice e o chefe de gabinete é apenas a ponta do iceberg de uma crise política de proporções bíblicas que ameaça consumir a administração municipal e deixar a cidade à deriva. Aguardem os próximos capítulos dessa novela sangrenta!



