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Denúncia – BMG Foods orquestrou o “desmanche” da Rosarial para dominar balcões de charque do Brasil

by Jair Viana
22/04/2026
in Destaque, Geral
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Denúncia – BMG Foods orquestrou o “desmanche” da Rosarial para dominar balcões de charque do Brasil
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Documentos, atas e decisões judiciais revelam a estratégia de sabotagem contratual, saque de 227 toneladas de charque

O jogo no varejo de atacarejo é de alta voltagem. Nos balcões de charque das redes Assaí, Atacadão, Mateus, Novo Atacarejo e Atakarejo Bahia, a briga por espaço é feroz. Mas o que aconteceu nos bastidores dessa guerra, envolvendo duas gigantes do setor, transcende a concorrência leal e beira o roteiro de um thriller corporativo.

De um lado, a centenária Rosarial Alimentos S.A., indústria paulista de Ibiúna, estabelecida desde 1970. Do outro, a BMG Foods Importação e Exportação Ltda., a subsidiária brasileira do poderoso e endividado Grupo Concepción (Paraguai), que se apresenta ao mercado como a terceira maior empresa de carne do Brasil.

O que era para ser uma parceria industrial, formalizada em 1º de agosto de 2025, tornou-se um campo minado. A BMG arrendaria o complexo da Rosarial para produzir charque da marca ROSARIAL. Em troca, assumiu uma obrigação clara como água: produzir um volume mínimo mensal. O descumprimento teria um preço estipulado, uma cláusula penal de R$ 3,00 por cada quilo não produzido. A BMG assinou.

Mas, segundo uma vasta documentação obtida pela reportagem (contratos, atas notariais, boletins de ocorrência, decisões do TJSP e um dossiê de fontes abertas), a BMG nunca teve a menor intenção de cumprir o acordo. A estratégia, na visão da Rosarial, era outra: sabotar. Ao não produzir o suficiente, a BMG sufocaria os balcões da própria parceira nos maiores atacarejos do país, abrindo espaço para sua própria carne ou para a venda abaixo do mercado da mercadoria que seria da Rosarial.

O plano culminou em um ato de pilleagem industrial. Depois que a Rosarial apertou a cobrança, a BMG executou o que os autos chamam de “saque”. Em uma operação digna de um faroeste, mais de 14 carretas, carregadas com 227 toneladas de charque com a marca ROSARIAL, deixaram a fábrica em Ibiúna. O destino? Estabelecimentos no Norte, Nordeste e Sudeste, onde o produto foi revendido a preços artificialmente baixos, desorganizando o próprio mercado que a Rosarial ajudou a construir.

O desfile de caminhões (com placas registradas em certidão da oficiala de justiça, processo 4000398-33) foi documentado em ata notarial do Tabelionato Carvalho, em boletim de ocorrência na DP de Ibiúna (FW1757-1/2026) e testemunhado pelo segurança patrimonial Roque Ortiz. O gerente da BMG na planta, Henrique Gelain, prometeu justificativas que, até agora, não foram apresentadas.

Para escancarar a tática, dias depois, em 16 de abril de 2026, a BMG emitiu notas fiscais transferindo R$ 445.598,34 em embalagens com a marca ROSARIAL (tampas plásticas e sacos de nylon) para sua unidade em Iporã/PR. Carretas DAO-5265 e SEM-5C78. O advogado da Rosarial enviou uma notificação urgente por WhatsApp às 15h12; às 15h36, o gerente Gelain confirmou o recebimento, mas recusou a inspeção. Uma hora depois, às 15h36 do mesmo dia, a fuga dos materiais de embalagem era lavrada em outra ata notarial. A mensagem era clara: a operação estava sendo desmontada.

A Rosarial calcula que a multa contratual por descumprimento de produção já soma cerca de R$ 15 milhões**. Projetada até o fim do vínculo, a conta pode chegar a assombrosos **R$ 70 milhões. A isso, somam-se R$ 200 mil de aluguel de abril não pago.

O que se vê no caso Rosarial, no entanto, não é um evento isolado. É a mais recente encarnação de um padrão que assombra o agronegócio brasileiro desde os anos 2000. As digitais do modus operandi são inconfundíveis:

1. Entrada Estratégica: O grupo, controlado pelo brasileiro Jair Antônio de Lima (fundador do extinto Grupo Torlim, que deixou uma dívida ativa de R$ 493,2 milhões com a União), se apresenta como “parceiro” para arrendar plantas industriais, prometendo volume e investimentos.
2. Operação Fantasma e Acúmulo: Descumpre sistematicamente as obrigações mínimas (produção, abate), acumulando dívidas e multas. O objetivo não é produzir, é ocupar o espaço do concorrente.
3. Saque e Litígio: No ápice da crise, a empresa desvia mercadorias, ativos e embalagens. Ao mesmo tempo, aciona o judiciário de forma agressiva (forum shopping), tentando criar confusão de foros, como fez ao levar ações para Barueri em vez de Ibiúna.
4. Fuga para a Frente: Isola passivos em CNPJs diferentes (a tática do “frigorífico dois em um”, vista no caso Boibras em MS), enquanto o controlador opera remotamente de Assunção, protegido por uma estrutura societária que passa por uma LLC em Miami.

Este script foi ensaiado em outros palcos. No caso Boibras (MS, 2023-2026), a mesma BMG descumpriu o abate de 12 mil cabeças de gado por mês, acumulou uma dívida bilionária (R$ 220 milhões com a União) e viu a Justiça deferir tutela de urgência contra si em março passado. E antes de tudo, o próprio controlador Jair Antônio de Lima já havia sido acusado pelo Ministério Público do Paraguai, em 2018, por contrabando de 180 toneladas de carne, um escândalo que derrubou três ministros do país vizinho e suspendeu as vendas do frigorífico para Taiwan e Rússia.

Enquanto isso, a fachada do grupo se sustenta no papel. Publicamente, é a terceira maior carne do país. Nos bastidores, carrega uma dívida global de **US$ 800 milhões**, reduziu seu quadro de 6 mil para 2,5 mil funcionários e já fechou seis frigoríficos arrendados. E no caso Rosarial, segundo apuração, a BMG acumula um “gap contábil” de R$ 40 milhões, que estaria sendo investigado em uma auditoria da PwC. A pressão dessa auditoria pode explicar a tentativa desesperada de Pedro Pascutti (COO do Grupo Concepción) de propor uma conciliação em 31 de março, oferecendo nada menos que o controle total da operação da Rosarial para a BMG — proposta prontamente recusada.

A Justiça, por enquanto, parece estar atenta ao teatro. Em 9 de abril de 2026, o TJSP negou o agravo da BMG (proc. 4023875-23.2026.8.26.0000), indeferindo a tutela que a empresa buscava. A farsa da parceria foi desmascarada.

Resta saber se a conta final — de quase R$ 70 milhões em multas, mais as perdas de mercado e os danos à marca — será suficiente para parar uma engrenagem que, há décadas, parece operar na certeza da impunidade. O que os caminhões levaram de Ibiúna foi mais do que charque. Levaram a prova viva de que, para alguns, o jogo nos atacarejos é jogado com as peças do adversário.

Outro lado – A reportagem procurou a BMG FOODS, mas até o fechamento deste texto não havia manifestação da empresa. O espaço segue aberto.

Tags: BMG FOODSCharqueIbiúnaJUSTIÇARomboRosarial
Jair Viana

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