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Home Uncategorized

Bolsonaro e Olofsson

by Jair Viana
22/12/2025
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*Jair Viana 

Um leitor sugeriu que Jair Bolsonaro (à esquerda) e o assaltante/sequestrador, o sueco Olofsson Clarck, teriam similaridades no contexto do apreço de seus públicos.

Olofsson ficou famoso em 1973 pelo assalto a banco em Estocolmo. Pelo tratamento que deu aos reféns, Clarck ganhou a empatia de suas próprias vítimas. Apesar de fazer o mal, o famoso criminoso teve apoio daquelas pessoas.

O leitor entende que o carisma de Bolsonaro e de Olofsson seriam iguais e teriam a mesma lógica, partindo da ideia de que o ex-presidente brasileiro também tem um sentimento negativo e defende tortura, ditadura, pena de morte, além de fazer humor mórbido diante das milhares de mortes por Covid-19.

O paralelo proposto pelo leitor entre o carisma de Clark Olofsson e o de Jair Bolsonaro, analisando o apoio de uma base eleitoral, é uma analogia complexa. Em ambos os casos, a gente vê o poder de narrativas pessoais fortes e a construção de vínculos que desafiam a lógica externa, mas as dinâmicas sociais e políticas por trás delas são fundamentalmente diferentes.

No caso de Olofsson, seu carisma operou em um microcosmo de medo extremo. Durante o sequestro no banco, ele se apresentou não como a fonte primária da ameaça, mas como um protetor dentro dela, prometendo segurança às reféns contra um perigo maior — que, na percepção delas, poderia ser a própria ação policial. A criação do vínculo, posteriormente rotulado como Síndrome de Estocolmo, foi uma estratégia de sobrevivência emocional das vítimas, que passaram a ver o mundo dividido entre a “gentileza” dos sequestradores e a ameaça externa. Esse fenômeno, estudado como uma resposta psicológica a uma situação traumática específica, teve seu caráter de doença ou síndrome formal questionado por especialistas.

Já o apoio a Jair Bolsonaro se forma em um macrocosmo social. Seu discurso não se constrói na promessa de proteção dentro de um cativeiro físico, mas na representação de uma identidade coletiva que se sente ameaçada por mudanças sociais, valores progressistas e pela política tradicional. Quando ele menospreza vítimas da Covid-19 ou faz declarações agressivas contra minorias, está reforçando, para seu eleitorado, os contornos de um “nós” contra “eles”.

Esse processo de polarização cria uma lealdade que vai além da avaliação de políticas de governo. Uma pesquisa de 2019 mostrava que, mesmo em áreas como saúde e educação, em que a avaliação negativa da população geral era ampla, seus apoiadores mais fiéis mantinham índices de aprovação altos, demonstrando que o suporte está amparado em identidade e valores, e não em resultados práticos.

Portanto, enquanto a ligação com Olofsson nasceu de uma adaptação psicológica ao terror imediato, o apoio a Bolsonaro emerge de uma afinidade política, ideológica e cultural percebida. Ambos os casos revelam como figuras controversas podem catalisar lealdades intensas, mas os mecanismos são distintos: um é uma resposta individual a um trauma agudo, e o outro é um fenômeno político de identidade grupal e polarização social no longo prazo.

  • *É jornalista e radialista
Jair Viana

Jair Viana

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