<h2 class="elementor-heading-title elementor-size-default"></h2> <img class="alignnone size-medium wp-image-26078" src="https://brasil24h.com/wp-content/uploads/2026/02/Screenshot_20260223_122427_WhatsAppBusiness-170x300.jpg" alt="" width="170" height="300" /> <div class="elementor-element elementor-element-33e3e6d9 elementor-widget elementor-widget-theme-post-content" data-id="33e3e6d9" data-element_type="widget" data-widget_type="theme-post-content.default"> <div class="elementor-widget-container"> <strong><em><u>*Luiz Carlos Bordoni</u></em></strong> <strong><em>A expressão é provocação. Metáfora. Ironia. Mas serve para refletir.</em></strong> Durante anos, ouvimos falar em ruptura institucional, tanques nas ruas, fechamento do Supremo, suspensão de eleições. Nada disso aconteceu. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe. Agora, o que se desenha — segundo aliados e adversários atentos — não é ruptura. É estratégia. Se não tomou pela força, tomará pelo voto. A lógica é clara: manter Tarcísio de Freitas forte em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, garantindo bancada robusta na Câmara e dois senadores alinhados ao projeto. Lançar Flávio Bolsonaro como candidato presidencial mais moderado, mais centrado, menos inflamado que o irmão. Construir uma maioria sólida no Congresso. Tudo dentro das “quatro linhas”. O que isso significa? Significa governar com força suficiente para pautar o país, pressionar instituições e reequilibrar poderes. Um Senado numericamente forte pode tensionar o Supremo Tribunal Federal, propor mudanças, discutir limites, influenciar futuras indicações. Uma Câmara alinhada controla agenda, CPIs, orçamento e reformas. Nada ilegal. Nada fora da Constituição. Mas há uma pergunta que precisa ser feita: democracia é apenas vencer eleições ou é também preservar freios e contrapesos? Maiorias são legítimas. O voto é soberano. Porém, quando uma maioria passa a agir não como alternância, mas como projeto de domínio prolongado — capaz de inviabilizar adversários e reconfigurar o sistema para manter-se no controle — entramos num terreno sensível. Não se trata de ditadura. Não se trata de ruptura formal. Trata-se de hegemonia construída por engenharia eleitoral. A história mostra que democracias não morrem apenas com golpes clássicos. Às vezes, enfraquecem por dentro, gradualmente, por meio de maiorias que deixam de aceitar limites. O eleitor decidirá. Mas é prudente observar os movimentos. Não com medo. Com consciência. Porque jogar dentro das quatro linhas é saudável. Desde que ninguém queira redesenhar o campo após ganhar o jogo. <strong><em>*É Jornalista</em></strong> </div> </div>