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Home Destaque

Opinião – Bolsa Família: FGV, FMI e Banco Mundial “matam” teoria de pastor

by Jair Viana
14/02/2026
in Destaque, Opinião
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Opinião  – Bolsa Família: FGV, FMI e Banco Mundial “matam” teoria de pastor
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Quando o respeitado pastor Hernandes Dias Lopes, em sua participação no podcast “Primo Rico”, afirmou que os beneficiários do Bolsa Família preferem “tomar pinguinha na porta do boteco” a trabalhar, ele não apenas emitiu uma opinião infeliz. Ele deliberadamente ignorou um corpo robusto de evidências científicas produzidas por instituições brasileiras e estrangeiras que, há anos, estudam os efeitos do programa. Mais do que isso: ele reproduziu um discurso de ódio travestido de análise social, que estigmatiza os mais pobres e desqualifica uma política pública reconhecida mundialmente como exemplo de eficiência e emancipação.

O estudo da Fundação Getúlio Vargas, “Filhos do Bolsa Família”, que acompanhou por dez anos as famílias beneficiárias, é categórico ao desmontar a falácia da preguiça e da dependência. Os dados mostram que, quando surge a oportunidade de um trabalho formal com carteira assinada, impressionantes 79,40% dos beneficiários deixam imediatamente o programa. Isso significa que quase oito em cada dez pessoas trocam o benefício por um emprego digno assim que a porta se abre. A pesquisa revela ainda que 60,68% das famílias que estavam no programa em 2014 já não recebiam mais o benefício em 2025, utilizando-o exatamente para o que foi concebido: como uma ponte, uma rede de proteção temporária que permite às pessoas buscar melhores condições de vida sem morrer de fome pelo caminho. Entre os jovens que eram adolescentes quando suas famílias recebiam o auxílio, a taxa de emancipação chega a 71,25%, comprovando que o programa, aliado à educação, quebra o ciclo intergeracional da pobreza.

O que o pastor chama de “dependência”, a ciência chama de “transição”. O que ele chama de “conformismo com a miséria”, os números chamam de “mobilidade social”. Sua fala revela um profundo desconhecimento sobre a realidade das famílias vulneráveis ou, pior, uma má-fé deliberada em distorcer a verdade para agradar uma plateia elitista que consome discursos de ódio contra políticas sociais.

Se os dados da FGV já fossem suficientes para calar o preconceito, o caso estaria encerrado. Mas as evidências internacionais tornam a posição do pastor ainda mais indefensável. O Fundo Monetário Internacional, instituição conhecida por seu rigor técnico e não exatamente por seu viés progressista, publicou em fevereiro de 2026 um estudo detalhado sobre o Bolsa Família. A conclusão é taxativa: o programa não reduz sistematicamente a participação das mulheres na força de trabalho. O FMI identificou que o verdadeiro obstáculo para as mulheres brasileiras trabalharem fora não é o benefício de R$ 600, mas sim a sobrecarga doméstica — elas dedicam quase 10 horas a mais por semana a tarefas não remuneradas do que os homens. O órgão sugere que ampliar creches seria mais eficaz para aumentar o emprego feminino do que qualquer corte no programa.

O Banco Mundial, que oferece suporte técnico ao Bolsa Família, classifica o programa como um dos melhores direcionados do planeta, com 94% dos recursos chegando efetivamente aos 40% mais pobres. Seu sucesso inspirou cópias em quase 20 países, da Indonésia à África do Sul, da Turquia a Nova York. A Organização das Nações Unidas, por meio da FAO, atribui ao Bolsa Família a saída do Brasil do Mapa da Fome entre 2022 e 2024. O economista-chefe da FAO destacou que a América do Sul se notabilizou por programas sociais de sucesso, mencionando nominalmente o caso brasileiro. A UNICEF, em 2025, apontou as iniciativas brasileiras de redução da pobreza infantil como inspiração para o mundo. E a OCDE, em relatório recente, classificou o Bolsa Família como o único gasto social verdadeiramente progressivo no Brasil, associando seu relançamento à redução da pobreza e à melhoria da confiança no serviço público.

Diante desse tsunami de evidências, a fala do pastor Hernandes Dias Lopes não pode ser tratada como mera divergência de opinião. Trata-se de um discurso que legitima a exclusão, que humilha quem já vive na corda bamba da sobrevivência e que desinforma milhões de pessoas que o ouvem como autoridade moral. Não é preciso ser especialista em políticas públicas para entender que ninguém troca um emprego digno por R$ 600 se tiver escolha. O que o pastor chama de preguiça é, na verdade, a ausência de oportunidades. O que ele chama de conformismo é a luta diária de quem precisa do Estado para não morrer enquanto busca um lugar ao sol.

Figuras públicas têm o direito de opinar, mas têm também a responsabilidade de fazê-lo com respeito e, no mínimo, com um pingo de honestidade intelectual. Ignorar os estudos da FGV, do FMI, da ONU, do Banco Mundial e da OCDE para repetir o senso comum raso da “vadiagem” não é exercício da liberdade de expressão. É, simplesmente, a perpetuação de um preconceito elitista que enxerga o pobre como incapaz, o trabalhador informal como vagabundo e a política social como esmola. A ciência já falou. Os números já falaram. As instituições internacionais já falaram. Resta ao pastor Hernandes, respeitado em todo o Brasil, reconhecer os dados das instituições reconhecidas pelo trabalho sério que desenvolvem.

Tags: BANCO MUNDIALBolsa FamíliaFGVFMIFomeHernandes Dias LopesTrabalho
Jair Viana

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